domingo, 23 de janeiro de 2011

Arca flutuante é autônoma e autossustentável

Arca flutuante autossustentável é idealizada por arquitetos russos

A Arca pode se manter flutuando indefinidamente e manter seus habitantes de forma autônoma. [Imagem: RemiStudio]

Arquitetura anti-cataclismas

Seu nome é simplesmente Arca.

Bastante adequado para atender à "Arquitetura de Auxílio contra Desastres", um programa lançado pela União Internacional de Arquitetos.

O projeto visa fornecer aos moradores tudo o que é necessário para que eles sobrevivam a um desastre natural, inclusive flutuar no caso de uma "repentina elevação do nível dos oceanos".

Segundo seus criadores, a Arca pode ser construída tanto em terra quanto como um barco.

Talvez não dê para levar um casal de cada animal da Terra, mas há espaço de sobra para muita gente: são 14.000 metros quadrados de área útil total.

A Arca contém um sistema independente de suporte de vida, incluindo elementos que permitem assegurar o funcionamento de um ciclo fechado, mantendo a atmosfera interior isolada do exterior.

Como na "original", a madeira é um elemento importante dessa Arca futurista: "A solidez estrutural é garantida pela capacidade de compressão dos arcos de madeira e da flexibilidade das cordas de aço," afirmam seus projetistas.

Arca flutuante autossustentável é idealizada por arquitetos russos
Embora nem estivesse chuviscando quando Noé começou a construir sua Arca, agora os módulos pré-fabricados permitirão a construção rápida de frotas de arcas. [Imagem: RemiStudio]

Autolimpante

A cobertura externa deve ser construída com uma película especial de ETFE (Etil tetrafluoretileno), um material forte e altamente transparente, autolimpante, reciclável e mais durável, mais econômico e mais leve do que o vidro.

As películas são fixadas à estrutura principal por perfis metálicos especiais, que servem simultaneamente como coletores termossolares, para aquecimento de água, e como calhas para captar água da chuva. Coletores solares tradicionais, fotovoltaicos, são colocados dentro do edifício.

Segundo seus projetistas, o formato de cúpula com um rolamento central na forma de um tubo permite obter uma relação ótima entre o volume do edifício e sua superfície exterior, economizando materiais e garantindo eficiência no uso de energia.

O projeto prevê a produção de quadros pré-fabricados, permitindo construir uma frota de Arcas rapidamente.

Arca flutuante autossustentável é idealizada por arquitetos russos
O projeto energético da Arca prevê o aproveitamento do calor externo, com sistemas adaptáveis a diferentes climas e estações. [Imagem: RemiStudio]

Sistema de suporte de vida

A forma da cúpula garante a acumulação do ar aquecido na parte superior do edifício. Esse calor é coletado em acumuladores de calor e em acumuladores elétricos e de hidrogênio, a fim de proporcionar um fornecimento ininterrupto de energia para todo o complexo, quaisquer que sejam as condições do ambiente externo.

O calor do meio ambiente externo - do ar, da água ou do solo - também é utilizado. Em tempos menos cataclísmicos, o edifício pode produzir energia extra a ser fornecida para casas adjacentes e para meios de transporte "verdes".

Segundo os projetistas, a Arca pode ser construída em diferentes zonas climáticas e em regiões sujeitas a terremotos, porque a estrutura inferior tem a forma de uma concha, sem bordas ou ângulos. Em caso de terremoto, a estrutura flexível de arcos e cordas permite distribuir a carga ao longo de todo o edifício.

Arca flutuante autossustentável é idealizada por arquitetos russos
O projeto já contém uma seleção de plantas para garantir beleza aos jardins, eficiência na manutenção do clima interno e produção de alimentos. [Imagem: RemiStudio]

Arca flutuante

Mesmo sendo construído em terra, a estrutura do prédio lhe permite flutuar no caso de enchentes ou de uma elevação cataclísmica do nível dos oceanos. A Arca, como seria de se esperar, pode se manter flutuando indefinidamente e manter seus habitantes de forma autônoma.

Todos os resíduos são utilizados no interior do edifício por queima ou por pirólise livre de oxigênio.

Para uma vida totalmente sustentável não poderiam faltar as plantas. O projeto já contém uma seleção de plantas para garantir beleza aos jardins, eficiência na manutenção do clima interno e produção de alimentos.

E, caso o cataclisma final não venha, os projetistas afirmam que o edifício pode ser facilmente adaptado a diferentes funções.

Arca flutuante autossustentável é idealizada por arquitetos russos
Enchentes, tsunamis e mares em elevação não serão problema para os habitantes da Arca. [Imagem: RemiStudio]

GE apresenta ônibus elétrico com sistema duplo de baterias

Ônibus elétrico usa sistema duplo de baterias
Confiante em sua tecnologia, a GE anunciou também a
construção de uma nova fábrica para produzir as
baterias químicas de sódio. [Imagem: GE]


Inovação Tecnológica

Ninguém sabe ainda qual tecnologia de baterias vai alimentar os carros do futuro.

Os especialistas consideram que as baterias de hoje são inadequadas para uso nos carros elétricos em grande escala.

Mas cientistas e engenheiros não estão parados à beira do caminho.

Sistema duplo de baterias

A norte-americana GE acredita ter achado uma solução, pelo menos para ônibus, caminhões e outros veículos de grande porte.

A empresa apresentou o protótipo de um sistema duplo de baterias que pode oferecer uma solução econômica e tecnicamente viável para veículos elétricos de grande porte.

Segundo a empresa, seu DBS (Dual Battery System) tem potencial para reduzir o custo do conjunto de baterias em até 20%.

O sistema acopla uma bateria de sódio de alta densidade de energia como uma bateria de alta potência de lítio.

"A beleza do nosso sistema de bateria dupla é que ele pode ser escalado para atingir a combinação adequada de potência e armazenamento," diz Lembit Salasoo, engenheiro responsável pelo projeto.

Baterias de lítio e sódio

A maioria das baterias de hoje tem um compromisso entre potência e energia armazenada.

Por exemplo, as baterias de lítio fornecem muita potência para aceleração, mas são não otimizadas para armazenar a quantidade de energia necessária para aumentar a autonomia dos veículos elétricos.

As baterias de sódio estão no lado oposto do espectro. Elas armazenam grandes quantidades de energia, mas são menos otimizadas para potência.

O sistema de baterias duplas instalado no protótipo de ônibus elétrico construído pela empresa combina os melhores atributos de cada tipo de bateria em um único sistema.

Nesse sistema híbrido, a bateria de lítio cuida da alta potência necessária para a aceleração, enquanto a bateria de sódio proporciona um fluxo constante de energia para ampliar a autonomia do ônibus.

Segundo a empresa, a grande vantagem do sistema dual em termos de custos é que ele oferece flexibilidade para integrar as baterias químicas de sódio, muito mais baratas, sem ter que aumentar o tamanho da bateria para atender às enormes demandas de potência e energia necessárias para alimentar um veículo de grande porte.

Um sistema de bateria única exigiria uma ampliação no tamanho da bateria, para alcançar o mesmo resultado, que seria muito mais cara.

Ônibus e caminhões elétricos

A GE afirma que há 843.000 ônibus registrados nos Estados Unidos hoje e que a maioria deles - sobretudo os 63.000 ônibus de trajetos curtos e os 480.000 ônibus escolares - viajam menos de 160 quilômetros por dia.

Isto os torna candidatos naturais para migrarem para sistemas elétricos, com um impacto direto e imediato na redução da poluição das cidades.

"Sendo o custo das baterias o principal obstáculo à adoção dos veículos elétricos, um sistema de bateria dupla pode reduzir esses custos e ajudar a acelerar a revolução elétrica para caminhões, ônibus e frotas de entrega, que representam centenas de milhares de veículos," disse Salasoo.

Confiante em sua tecnologia, a GE anunciou também a construção de uma nova fábrica em Schenectady, Nova Iorque, para fabricar baterias químicas de sódio, além da compra de 25.000 carros elétricos para a frota da empresa, incluindo 12.000 Volts, da GM, já em 2011.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Empresa desenvolve misto de dirigível, avião e helicóptero

BBC



Uma aeronave que está sendo desenvolvida na Grã-Bretanha foi negociada por US$ 500 milhões com as Forças Armadas dos Estados Unidos. A aeronave parece um dirigível, mas é na verdade uma mistura de dirigível, avião, helicóptero e hovercraft (ou aerodeslizador). O interior é preenchido com gás hélio. Por enquanto, a empresa Hybrid Air Vehicles, que desenvolve a aeronave, realiza testes com um protótipo de 15 metros de comprimento.

O modelo final, no entanto, deverá ter 300 metros de comprimento e será capaz de carregar até mil toneladas. Sem tripulação Dirigíveis são mais leves que o ar, o que exige uma numerosa equipe em terra para pousá-lo. Mas o veículo híbrido projetado não precisaria de ninguém. O piloto Dave Burns diz que a aeronave pode ser conduzida por alguém a quilômetros de distância.

Como o veículo é capaz de voar por até três semanas seguidas, pode ser útil para monitorar regiões. Mas, segundo a Hybrid Air Vehicles, não são só os militares que estão interessados. O empresário Gordon Taylor diz que tem negociado com empresas de petróleo, mineradoras e agências de ajuda humanitária. Ele afirma que o veículo é ideal para transportar suprimentos para vítimas de desastres naturais. A primeira aeronave do tipo deve começar a operar em seis meses.